sábado, 7 de janeiro de 2012
Por aí vai.
Para variar, faz um tempão que não escrevo nada. São "picos improdutivos", ou, nesse caso, por ter produzido a coisa mais significante de minha vida, sou pai, não tenho mais tempo para supérfluos.
Mas hoje deu vontade de escrever, não sei bem sobre o que, colocar algo para fora. Não sei se a paternidade me deixou ainda mais emotivo, só sei que estava sentindo falta de me expressar sem censura, sem amarras e sem diplomacia.
Ao contrario do que diz Diogo Mainardi, minha opinião é muito mais relevante para meus 40 seguidores do Twitter do que a dele. Sim, ele alcança muito mais gente, mas com muito menos relevância. Acho que falta a ele refletir sobre os novos tempos antes de classificar todo mundo como imbecil. A questão é o medo que ele tem de ficar sem emprego, quando ninguém mais estiver interessado em ouvir o que um "Zé Ninguém" presunçoso tiver para falar. Afinal, ele é mais um Zé Ninguém que uma sociedade doente elegeu como "famoso". Quando vamos parar de ouvir esses ilustres desconhecidos e prestarmos mais atenção em nossos conhecidos de fato?
Quando vamos parar de buscar fontes externas de soluções e nos apoiarmos naquilo que está dentro de nossa casa?
O dia em que isso acontecer, "Diogos Mainardis" não terão mais vez, e é por isso que ele repudia o fato das pessoas terem um canal público e aberto para se expressar.
Não é verdade Diogo, que ninguém está interessado no que as pessoas pensam. Esse é um engano que só um imbecil, ocupado demais masturbando-se com sua própria imagem, comete ao ignorar esse movimento de fragmentação da sociedade e de como comunicar-se com essas micro-sociedades resultantes. E aí, fica falando besteira via internet diretamente de Veneza.
As pessoas tem tanta relevância que, "blogueiros" outrora desconhecido, viraram fenômenos de acessos e audiência mesmo em meios tradicionais, relegando paspalhos como você quase ao esquecimento. Ou você acha que aquele programa com um apresentador senil, um bobo da corte senil, um executivo narcisista, um colunista exilado e um guia turístico andrógino tem grande audiência? É um show de horrores. (Melhor time político e econômico da TV brasileira...)
Acho que no fundo todos querem ser relevantes, e é um pena que muitos de nós não consigam enxergar quanto já somos relevantes.
Passamos a vida preocupado com parâmetros já estabelecidos, em "fazer certo". Mas afinal, o que é certo? Ficamos nos enganando o tempo todo com o que fulano disse, ciclano ensinou ou o que a escola dos prepotentes do Alabama publicou, como se a verdade dos outros fosse absoluta, seus modelos infalíveis e universais. Não o são e jamais serão.
As coisas são relativas, e os grandes nomes de qualquer coisa não levam em conta essa relatividade. A realidade de cada um é diferente, e assim, o que vale para mim pode não valer para você. Por aí, as pessoas passam a vida frustradas porque não conseguiram aplicar "aquele plano de negócios" ou desenvolver "aquele plano de carreira". É, somos imperfeitos pra caramba e a vida imprevisível.
Ora bolas, mas para que tudo isso? No final tudo não vira merda? Por que então não nos preocupamos em viver o segundo que nós temos para nos preocuparmos com aquele segundo que nem sabemos se vai chegar? Ficamos discutindo e sofrendo por coisas que nem sabemos se e quando vão acontecer?
Feliz daqueles que entenderam que a raça humana é uma grande piada, riem de quem chora e tomam piña colada no Caribe as custas daqueles que levam o sistema a sério.
Infelizmente eu não sou um deles, e vou ter que me contentar com o que sobre para aqueles que acreditam que os bons são a maioria. Pode até ser, mas "nice guys finish last".
PS: Você deve estar se perguntando, que raios faz a foto do Marcos goleiro no início do blog. Bom, ele é um grande exemplo de cara que usou o sistema a seu favor, mas jamais deixou de ser ele mesmo, e mesmo falando quase tudo o que pensa, é admirado de forma quase unânime pelo seu caráter e carisma.
Por aí vai.
2012-01-07T21:01:00-08:00
Renato
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